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quinta-feira, 3 de março de 2011

Balela esdruxula

O deputado federal Otávio Leite, do PMDB do Rio de Janeiro, no mínimo não tem o que fazer. Voltou ele a apresentar um projeto que é uma balela esdruxula.

O dito projeto obriga candidato a presidente, a governador e a prefeito a comparecer a debates promovidos por veículos de comunicação.

Em 2009 um outro projeto, também de autoria dele, propondo a mesma coisa já foi arquivado.

O portal da Câmara Federal afirma que

“Segundo a proposta, o convite para o debate deve ser entregue na sede do partido com antecedência mínima de 72 horas. O vice deverá ir ao debate caso o candidato esteja com problema de saúde, atestado por junta médica indicada pela Justiça Eleitoral.

Leite afirma que muitos candidatos em primeiro lugar nas pesquisas não participam dos debates para evitar queda de popularidade e perda de votos. "A proposta garante que o eleitor conheça melhor seu candidato, suas posições e ações", argumenta.

A pena para o candidato que não for ao debate será a perda de oito programas da propaganda eleitoral. Quando a ausência do candidato ocorrer durante os últimos oito programas eleitorais, ele perderá 60% do tempo de propaganda na próxima eleição que concorrer para o mesmo cargo”.

O projeto que leva o número PL 70/2011 está lá pra quem quiser conferir: http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=490995

FOTO: Leonardo Prado / Agência Câmara

Se a moda pega…

Um capitão do Corpo de Bombeiros o Estado do Rio de Janeiro, Lauro Botto, está novamente, desde terça-feira (01) atrás das grades. Novamente, pois já esteve preso.Tudo porque reivindicou melhores condições de trabalho, salário e equipamento.

Ele concedeu uma ampla entrevista ao JB (Jornal do Brasil) que merece ser lida: http://jb.digitalpages.com.br/degustacao/home.aspx?edicao=20110303&pg=03

Se a moda pegar, a liberdade de expressão periga acabar em definitivo, ainda mais se for reivindicatória.

As custas dos trabalhadores

7,5% esse é o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2010, segundo o IBGE. Isso pode corresponder a R$3,6 trilhões, depende dos cálculos do FMI ou do Bird.

Mesmo assim o ministro Mantega disse a pouco que o Brasil é a 7ª economia mundial, superando França e Reino Unido.

Mas o que ninguém quer afirmar é que se isso tudo se confirmar é graças apenas e tão somente ao arrocho salarial do trabalhador brasileiro.

Arrocho esse que vai aumentar graças a elevação da taxa Selic pelo Banco Central, passando pra 11,5% ao ano. Sim arrocho, pois o crédito vai sumir e o custo dos produtos vão pra estratosfera.

É esperar pra ver a comida faltar na mesa, o Minha Casa Minha Vida virar pesadelo, sem falar que vestuário e lazer que já andam meio desaparecidos sumirão de vez.

Um banho de água fria

 

É o que Joseph Alois Cardeal Ratzinger, Papa Bento XVI está promovendo na relação entre Igreja Católica e Judeus.

O Vaticano divulgou trechos do segundo volume do livro “Jesus de Nazaré”, de autoria papal, no qual ele exime os judeus da culpa da crucificação de Jesus.

Segundo o Papa, apesar de o Evangelho de João dizer que quem acusou Jesus, para o governador Pôncio Pilatos, ter sido os Judeus, "Mas o uso dessa expressão por João não indica de forma alguma - como o leitor moderno poderá supor - o povo de Israel em geral, menos ainda tem um caráter 'racista'".

Bento XVI lembra que o próprio João era Judeu, assim com Jesus e seus seguidores. Então para o chefe da Igreja Católica Apostólica Romana, os acusadores foram os integrantes da Elite do Templo, que se viram  aviltados por Jesus que se declarara Rei dos Judeus e teria violado a Lei Religiosa Judaica.

Para um alemão que integrou a Juventude Hitlerista e a SS, mesmo contra a vontade como dizem, é um avanço importante para se acabar com o antissemitismo, que durante séculos perdura na Igreja.

Ah é bom lembrar também que o Concilio Vaticano II, em 1965, também já repudiou a ideia coletiva de culpa da crucificação de Jesus imputada aos judeus