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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Olha o CAFÉZINHO: Quebradeira e preços nas nuvens

Já tô até vendo: a partir de hoje, a quebradeira na indústria do café e o preço do pó lá nas nuvens.

Tudo por conta e graça da norma que regula grau de impureza e umidade no produto comercializado no país.

Depois de 270 dias para adaptações, a indústria está desde hoje obrigada a oferecer ao consumidor interno um pó de café moído e torrado, com apenas 1% de impurezas, como casca, pau e restos do cafezal, 0,1% de outros tipos de impurezas como milho, açaí e outros, e a uma umidade máxima de 5%.

Bem, esse é o tipo que o consumidor estrangeiro tem ao seu dispor.

É fato que o café assim é bem melhor, mais encorpado, saboroso e aromático.

Mas que vai ser um tal de fechar torrefação pelo país afora e o preço, que já está nas alturas, chegar ao espaço sideral, e o trabalhador com seus ricos R$545,00 chupar o dedo e ficar sem ao menos poder providencia um chafé!

Sacolas ecológicas

O jornal O Tempo, de Belo Horizonte, traz hoje em sua edição o seguinte: Consumidor terá que pagar R$ 0,19 por cada "sacolinha"

Afirma o jornal que a partir de 18 de abril, o belohorizontino que não quiser pagar, em lanchonetes, supermercados, padarias, feira livre e similares, vai ter que levar sua própria sacola. É uma lei municipal de 2008, que agora entra efetiamente em vigor.

Oras bolas, quando eu era menino pequeno lá em Itajubá, a gente ia ao mercado municipal, aos supermercados – olha que naquela época já havia –, ao armazém e até a feira, levando nossas sacolas ou cestas – feitas de bambu, vime ou mesmo cordões de plástico.

Ninguém reclamava, pelo contrário, até que era divertido, carregar aquilo vazio e voltar com aquilo cheio, em geral pendurado no guidon da bicicleta.

Ninguém falava em “É ecologicamente correto”, mas grande parte da população usava, assim com em outras cidades espalhadas pelo país afora.

Não tinha lei alguma, era apenas hábito, costume, que com o tempo foi se deixando de lado, uma lástima, sem dúvida, ter agora que obrigar. E quem descumprir estará sujeito a multa variando de R$1 mil a R$2 mil.