Não foi com espanto, muito menos com indignação, que recebi a informação prestada pelo velho companheiro Ademir, dando conta da extinção da subsede regional do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, em Uberlândia. Afinal de contas se ela existia de direito, de fato nunca foi operante, atuante, enquanto espaço físico delimitado entre paredes. Foi sim, operante e atuante, através de trabalho isolado de uns poucos abnegados, que fazendo parte ou não da chapa diretiva da entidade estadual, agiam em prol da Classe/Categoria, na cidade e na região.
Era pra lá de meados da década de 1980, e o que se apregoa agora: a retomada das atividades na subsede de Uberlândia é um marco na integração entre os jornalistas do interior e da capital, que deve ter como meta a unificação da data-base da categoria e o piso salarial, independente da função e região de atuação dos companheiros, pois somos todos jornalistas e exercemos a mesma profissão, ganhava uma luta travada entre patrões e empregados, com a mediação de S. Exa. Michel Mellin, então vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho em Minas Gerais, numa das salas de audiência do fórum Abelardo Pena, em Uberlândia.
Respondia pela então subsede sindical, sem espaço físico delimitado, Almerindo Camilo, hoje atuando em sua empresa de assessoria, na capital mineira. Alguns outros companheiros, como J.B. Curi – de saudosa memória -; Edmundo Heráclito; Marcos Menezes; Dolores Mendes; defendiam a necessidade de um piso salarial para os profissionais do jornalismo local, muito embora a maioria esmagadora deles sequer tivesse registro de provisionado. Tirando os antigos que haviam sido abrangidos pelo Decreto da Junta Governativa de 1969, os demais estavam nessa situação.
Num gesto de magnitude legal, o empresário Tubal Siqueira Silva, fez com que os profissionais que militavam em suas emissoras, de rádio e televisão – respectivamente: Cultura AM e FM e TV Triângulo -, fossem devidamente registrados. Nos jornais, a preocupação não existia, assim como nas demais emissoras.
Mas fato é que a luta pelo piso salarial foi vencida por aqueles abnegados, e se fixou o valor e a tão sonhada data base, diferentemente dos da capital. Mas foi uma conquista. Independente do espaço físico para a subsede.
Chegou-se a década de 1990, a primeira fornada de jornalista devidamente diplomados pela Faculdade, estava para ser colocada nas ruas da cidade, para um mercado de trabalho, que até hoje é ilusório e praticamente inexistente. Era preciso fazer algo em relação aos provisionados e àqueles que sequer tinham esse registro. Formou-se uma comissão, sem apoio do SJPMG, para discutir a questão. E a subsede, mesmo sem espaço delimitado, ao menos oficialmente, tinha como responsável Marcos Menezes. Reuniões e mais reuniões, viagens e mais viagens deste articulista, a fim de se saber como, de qual maneira, solucionar o problema. Novamente, nova conquista, e todos tiveram suas situações legais solucionadas junto à Delegacia Regional do Trabalho, em Belo Horizonte.
Agora se fala em que acabar com a subsede é um retrocesso, praticamente uma aberração, uma afronta para com a Categoria local. A qual, diga-se de passagem, enfaticamente, nunca foi una e muito menos interessada em defender seus próprios direitos. Em que o mercado de trabalho é cada vez mais minguado, com as emissoras de rádio lincando com redes, jornais e revistas em que jornalista é dono, repórter, e editor, e por ai vai. Fala-se em necessidade de data base, piso salarial, concomitante com a capital estadual. Em marco de união entre capital-interior. Fatos que nunca existiram e jamais existirá independentemente de haver ou não uma subsede com espaço físico delimitado entre paredes. Quer seja por estrita falta de união e interesse dos que atuam no jornalismo uberlandense, quer seja por vontade dos dirigentes estaduais. Desses, muitos apenas e tão somente enxergaram e enxergam o próprio umbigo, ou seja, apenas aqueles que frequentam a pomposa sede da avenida Álvares Cabral, ou melhor, apenas a capital.
Balela, pura balela. No entanto é chegada a hora. Sim, chegada, para não se falar que está mais do que na hora, pois ela já está até passando, de se dar um basta a essa situação e se criar o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Pois o mesmo sentimento de abandono e desprezo que muitos em Uberlândia sentem em relação à avenida Álvares Cabral, pode ser verificado em Patos de Minas, Uberaba, Araxá, Ituiutaba, Araguari, Frutal, Patrocínio e tantas outras cidades que formam essa vasta região.
Arregacemos as mangas, então, não pela reabertura de uma subsede que nunca funcionou como deveria e jamais irá funcionar, mas sim pela criação da nossa própria entidade sindical.
Eis a mensagem do Ademir:
Há praticamente um mês, mais precisamente a partir do dia 09/09, a subsede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG) em Uberlândia, no Triangulo Mineiro, foi fechada. E até a noite de ontem, 01/10, quando a Oposição Sindical participou de uma reunião com os jornalistas de Uberlândia, não havia um posicionamento da diretoria sobre a volta do funcionamento da subsede.
Para a Oposição Sindical, a retomada das atividades na subsede de Uberlândia é um marco na integração entre os jornalistas do interior e da capital, que deve ter como meta a unificação da data-base da categoria e o piso salarial, independente da função e região de atuação dos companheiros, pois somos todos jornalistas e exercemos a mesma profissão.
E é por isso que a Oposição Sindical refuta os argumentos da diretoria do SJPMG de que não há recursos para manter a subsede, cujo aluguel é de R$ 200,00 mensais, e de que não há demanda política para cidade ou região. Ora, como se não fosse importante fazermos uma forte campanha salarial no interior do Estado.
Diante dos fatos, a Oposição Sindical defende a retomada imediata das atividades na subsede de Uberlândia, e já está comprometida com a realização de um encontro de jornalistas na cidade.
Para a Oposição Sindical, a retomada das atividades na subsede de Uberlândia é um marco na integração entre os jornalistas do interior e da capital, que deve ter como meta a unificação da data-base da categoria e o piso salarial, independente da função e região de atuação dos companheiros, pois somos todos jornalistas e exercemos a mesma profissão.
E é por isso que a Oposição Sindical refuta os argumentos da diretoria do SJPMG de que não há recursos para manter a subsede, cujo aluguel é de R$ 200,00 mensais, e de que não há demanda política para cidade ou região. Ora, como se não fosse importante fazermos uma forte campanha salarial no interior do Estado.
Diante dos fatos, a Oposição Sindical defende a retomada imediata das atividades na subsede de Uberlândia, e já está comprometida com a realização de um encontro de jornalistas na cidade.
