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quinta-feira, 4 de abril de 2013

A ignorância da força de um papel

O brasileiro, em especial os coleguinhas de jornalismo, é interessante ao supervalorizar um pedaço de papel, alcunhado de documento oficial que serve pra isso ou aquilo.
Temos visto recentemente alguns casos que chamam a atenção pela aberração da valorização dada pelos jornalistas ao falar sobre algum assunto que envolva o maldito papel.
Vejamos o caso da boate que pegou fogo no Rio Grande do Sul: o maldito papel chamado Alvará! Os coleguinhas fizeram e ainda fazem um estardalhaço quanto a não existência do referido documento. Ai pergunto: esse maldito pedaço de papel salvaria as 241 vidas perdidas na catástrofe? Evitaria que um "maluco" qualquer pudesse atear fogo num negócio inadequado pra uso em local fechado? Certamente que não!
Vajamos o caso do ônibus que despencou viaduto abaixo, no Rio de Janeiro, a chamada Licença do Veículo está vencida! Ah, e o veículo possui 46 multas, das quais 14 por excesso de velocidade!  Bela merda! Pois se isso impede a trafegabilidade do ônibus, por que então estava ele trafegando? Se a Licença tivesse em dia, não houvesse multas, certamente ele não teria se precipitado viaduto abaixo? As sete vidas teriam sido poupadas?
Vejamos o caso do carro que foi mergulhar na lagoa da Pampulha em Belo Horizonte, com quatro ocupantes: o motorista não tem Carteira Nacional de Habilitação! Será que esse papelinho teria evitado o espetacular mergulho do Uno?
Afinal o PAPEL é mais importante do que a IRRESPONSABILIDADE de quem pratica os atos!?
Façam-me o obséquio! 
Um pedaço de papel que não serve sequer pra limpar o ...; haja vista ser de gramatura forte e conter tinta prejudicial à saúde!
Vamos e devemos valorizar é a Irresponsabilidade de quem pratica o ato e não a falta de papel pra isso ou aquilo.