![]() |
| Reprodução jornal Gazeta de Uberlândia |
Duas questões singelas, todavia. Uma até porque é de cunho
pura e meramente legal ou legalista, haja vista fazer parte da Legislação
Local: o reajuste da tarifa do transporte coletivo. A outra, nem tanto: o também
reajuste, mas desta feita da tarifa de água e esgoto praticada no munícipio.
No entanto, quando Jesus foi indagado sobre o fato se era correto
ou não pagar imposto a César, a resposta foi outra pergunta: “porque me tentais
hipócritas¿” (CF Mt, 22, 18) Certamente que o prefeito Gilmar Machado também pode
se sentir como que tentado, tal qual Jesus. Mas partindo do fato de que tem ele
a Bíblia Sagrada por sobre a mesa de trabalho, lembrou-se que Jesus pediu
então: “mostrai-me a moeda com que se paga o imposto” (Cf Mt 21, 19), quando
viu indagou “de quem é esta imagem e esta inscrição¿” (Cf Mt 21, 20) Foi
informado de que era de César. Então, sentenciou "dai, pois a César o que é
de César e a Deus o que é de Deus”. (Cf Mt 21, 21)
Não nos cabe aqui levar para o lado teológico ou laico da
questão, pois o vil metal é lado econômico da política reinante, e não vamos
então desrespeitar o que está imposto por força de Lei Humana, obviamente. Até
porque deve ser ela cumprida pia e prontamente. Se couberem dúvidas quanto à
sua força e veracidade, que se discuta nos escalões pertinentes, no caso o
Judiciário. Porém, a maior glória de Deus é que o pobre viva!, não devemos nos
esquecer desse pequeno e singelo detalhe.
Para tal, precisa, o pobre, do vil metal em sua algibeira.
Como ter então, o pobre condição de viver sem o vil metal
necessário para arcar com as despesas pertinentes ao cotidiano¿, Simples,
lembremo-nos do episódio em que Jesus, acomodado junto ao depositório de
oferendas pelo povo, observava a movimentação. até que uma viúva apareceu para
também deitar sua oferta. Fez ela com uma única e simplória moeda. Jesus sentenciou
aos seus que “esta pobre viúva pois mais do que os outros” (Cf Lc 21,3). Jesus
quis com isso dizer que a generosidade, e o desprendimento, e a convicção de
que entregando tudo por um novo modo de vida de solidariedade e fraternidade
todos terão proteção.
Então, cabe a nós reles mortais a única alternativa: Pagar e
não Reclamar!
