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sábado, 5 de janeiro de 2013

Primeiros grandes passos administrativos de Gilmar

Reprodução jornal Gazeta de Uberlândia
Nem bem teve a oportunidade de se ver no Gabinete do Prefeito, para ocupar a tão esperada cadeira de alcaide, Gilmar Machado adotou uma postura um tanto quanto aquém ou além da expectativa, deitou sobre a mesa do lugar de trabalho, não o exemplar da Lei Orgânica do Município, mas sim o exemplar da Bíblia Sagrada. Trocou a Lei dos Homens de Uberlândia, pela Lei de Deus. Uma demonstração, talvez clara e nítida, de que sua administração não será laica, mas há de se esperar que também não venha a ser calcada na Teocracia evangélica. Até porque os ditos Cristãos Evangélicos têm por hábito carregar (pra baixo e pra cima), sendo que alguns realmente a leem com constância, ao contrário de nós Cristão Católicos Apostólicos Romanos (isso talvez porque muitos de nós achemos enfadonho, complicado e longo demais, já que a nossa tem 46 livros no Antigo Testamento, ao passo que a dos Protestantes tem sete livros a menos. Já o Novo Testamento é igual em ambas. Isso tudo porque o professor Flávio Josefo disse que os sete livros foram escritos num período em que os profetas deixaram de existir ou perderam importância, contradizendo assim ao próprio Jesus que disse “a Lei as Profecias duraram até João" [Cf Lc 16,6 e Mt 11,13]. Mas esse não é cerne da questão, então... ) Por outro lado, além desse pequeno detalhe exacerbadamente particular, já se viu ele às voltas com duas providências de altíssima importância que afetam diretamente à população telúrica diuturnamente. Ambas pertinente ao lado laico da administração, pois dizem respeito ao vil metal que o pobre mortal tem que lançar mão para poder viver.
Duas questões singelas, todavia. Uma até porque é de cunho pura e meramente legal ou legalista, haja vista fazer parte da Legislação Local: o reajuste da tarifa do transporte coletivo. A outra, nem tanto: o também reajuste, mas desta feita da tarifa de água e esgoto praticada no munícipio.
No entanto, quando Jesus foi indagado sobre o fato se era correto ou não pagar imposto a César, a resposta foi outra pergunta: “porque me tentais hipócritas¿” (CF Mt, 22, 18) Certamente que o prefeito Gilmar Machado também pode se sentir como que tentado, tal qual Jesus. Mas partindo do fato de que tem ele a Bíblia Sagrada por sobre a mesa de trabalho, lembrou-se que Jesus pediu então: “mostrai-me a moeda com que se paga o imposto” (Cf Mt 21, 19), quando viu indagou “de quem é esta imagem e esta inscrição¿” (Cf Mt 21, 20) Foi informado de que era de César. Então, sentenciou "dai, pois a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. (Cf Mt 21, 21)
Não nos cabe aqui levar para o lado teológico ou laico da questão, pois o vil metal é lado econômico da política reinante, e não vamos então desrespeitar o que está imposto por força de Lei Humana, obviamente. Até porque deve ser ela cumprida pia e prontamente. Se couberem dúvidas quanto à sua força e veracidade, que se discuta nos escalões pertinentes, no caso o Judiciário. Porém, a maior glória de Deus é que o pobre viva!, não devemos nos esquecer desse pequeno e singelo detalhe.  Para tal, precisa, o pobre, do vil metal em sua algibeira.
Como ter então, o pobre condição de viver sem o vil metal necessário para arcar com as despesas pertinentes ao cotidiano¿, Simples, lembremo-nos do episódio em que Jesus, acomodado junto ao depositório de oferendas pelo povo, observava a movimentação. até que uma viúva apareceu para também deitar sua oferta. Fez ela com uma única e simplória moeda. Jesus sentenciou aos seus que “esta pobre viúva pois mais do que os outros” (Cf Lc 21,3). Jesus quis com isso dizer que a generosidade, e o desprendimento, e a convicção de que entregando tudo por um novo modo de vida de solidariedade e fraternidade todos terão proteção.
Então, cabe a nós reles mortais a única alternativa: Pagar e não Reclamar!