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quarta-feira, 20 de março de 2013

Uberaba: injustiça no cartão de visitas

Estou estarrecido! Uberaba realmente não merece o que anda ocorrendo com ela. Todo mundo sabe que presto serviço ao Secosaer, lá. Pois bem, vou até lá toda semana. E na passada deparei com uma cena um tanto quanto inusitada, ao desembarcar no terminal rodoviário, às 8 da manhã.
Fiquei por entender a cena. No terreno fronteiriço ao terminal, está o estacionamento, atrás dele uma rua e nela localiza-se um amplo terreno, que quero crer deve integrar ao edifício existente ali. Pois nesse terreno é que se dá a cena em questão.
Um cartão de visitas que até poderia fazer jus ao título que Uberaba possui e ostenta com orgulho: Capital Nacional do Zebu. Mas ao contrário, casou-me espécie. No dito terreno a pastar algumas cabeças de gado sem pedigree para ser registrado junto à Associação Brasileira de Criadores de gado que tem sua sede no município ou junto a qualquer outra entidade do setor.
Chico havia ido me apanhar, indaguei então o que aquilo representava. Ele apenas limitou-se a esboçar um sorriso e não teceu comentários.
Fiquei com a cena na mente e outra dúvida: cadê as autoridades municipais do setor de saúde que também parecem coniventes com o fato de que gado pode ser criado ao bel prazer na área territorial urbana, sem qualquer problema. E também cadê as autoridades municipais dos setores econômicos de Uberaba, que parecem também coniventes com a representação estapafúrdia, a qual certamente deve gerar divisas astronômicas ao erário.  
Fui embora ao cair da noite para Uberlândia (não que aqui tudo seja mar de rosas, longe disso. E põe longe nisso, mas esse é outro papo, que não vem ao caso agora). A cena uberabense permaneceu. Esta semana voltei à Capital do Zebu. Tudo como dantes!