Fiquei por entender a cena. No
terreno fronteiriço ao terminal, está o estacionamento, atrás dele uma rua e
nela localiza-se um amplo terreno, que quero crer deve integrar ao edifício existente
ali. Pois nesse terreno é que se dá a cena em questão.
Um cartão de visitas que até
poderia fazer jus ao título que Uberaba possui e ostenta com orgulho: Capital
Nacional do Zebu. Mas ao contrário, casou-me espécie. No dito terreno a pastar
algumas cabeças de gado sem pedigree para ser registrado junto à Associação
Brasileira de Criadores de gado que tem sua sede no município ou junto a
qualquer outra entidade do setor.
Chico havia ido me apanhar,
indaguei então o que aquilo representava. Ele apenas limitou-se a esboçar um
sorriso e não teceu comentários.
Fiquei com a cena na mente e
outra dúvida: cadê as autoridades municipais do setor de saúde que também
parecem coniventes com o fato de que gado pode ser criado ao bel prazer na área
territorial urbana, sem qualquer problema. E também cadê as autoridades
municipais dos setores econômicos de Uberaba, que parecem também coniventes com
a representação estapafúrdia, a qual certamente deve gerar divisas astronômicas
ao erário.
Fui embora ao cair da noite para
Uberlândia (não que aqui tudo seja mar de rosas, longe disso. E põe longe
nisso, mas esse é outro papo, que não vem ao caso agora). A cena uberabense
permaneceu. Esta semana voltei à Capital do Zebu. Tudo como dantes!